domingo, 11 de junho de 2023

Substantivos x Adjetivos x Advérbios - Parte 1


Três classes gramaticais muito importantes e de conteúdo para um texto ou a comunicação.

SUBSTANTIVOS:

Casa - Paulo - Futuro - Medicação - Horário - Pontualidade - Frustração - Marcos - Camisa - Deus - pobreza - Madureira - Cavalo

Como podemos ver, os exemplos acima trazem substantivos comuns e próprios, nomeando seres em geral, podendo ser concretos (aqueles de existência própria, ou que se crê: cavalo, gato, Deus, horário - Medicação, casa); abstratos (os que não têm existência própria: pobreza, futuro). Além destes, os clássicos substantivos comuns, para designar seres da mesma espécie: animal, homem, folha, criança; e os próprios, Madureira, Paulo, Marcos, Brasília, Marcelo.

ADJETIVOS:

Sabe aquela palavrinha que exprime alguma característica de algo ou alguém? Chamamos, na morfologia, de adjetivo: feliz, triste, frustrado, pontual, medicado, pobre. Lembre-se, os adjetivos somente tem essa função quando designam características específicas de alguma coisa ou alguém.

Aquela pobre mulher sofre como uma protagonista de telenovela mexicana.

(Aqui temos dois adjetivos: pobre, para designar a mulher, e mexicana, para caracterizar a telenovela);

As LOCUÇÕES ADJETIVAS são palavras reunidas (preposição + substantivo) com valor de adjetivo: torre DE MARFIM; mulheres DE AREIA; homens DO BRASIL; livros DE TERROR.

ADVÉRBIOS:

Palavra invariável que acrescenta ao verbo uma circunstância ou ao adjetivo uma modificação, além do próprio advérbio: expressa tempo, lugar, modo, negação, afirmação, dúvida e intensidade. Exemplos: muito, apressadamente, felizmente, não, nunca, sem, aqui, ali, cedíssimo.

As LOCUÇÕES ADVERBIAIS é a reunião de duas ou mais palavras que funcionam como advérbio: EM SÃO PAULO, DE MANHÃ, ÀS PRESSAS, TRÊS ANOS DEPOIS.

A ÁGUA, OS JOVENS E O FUTURO
Por José Tadeu Arantes

O encontro com um rio pode ser uma experiência altamente definidos. Lembro-me do mergulho no Negro como um dos momentos maiores de minha vida: o corpo se deixando afundar em um ambiente cada vez mais escuro, sem saber o que iria encontrar pela frente, sem chegar jamais ao chão. Na primeira metade da década de 1990, em um Oriente Médio momentaneamente acalmado pelos acordos de Oslo, conheci o Jordão. Frustrante. Não que eu esperasse demais. Mas, para quem se acostumara à exuberância fluvial brasileira, aquele rio tão carregado de memórias e tradições, e no entanto tão raquítico diante dos olhos, não podia oferecer outro sentimento que não fosse a decepção. Sabemos, porém, que o controle desse mesmo Jordão, estreito e raso, estressado pelo consumo humano e as demandas agrícolas, constitui um item particularmente polêmico na longa pauta das disputas árabe-israelenses. É difícil pensar no fato sem evocar episódios bíblicos - como o de Moisés na terra de Madiã - nos quais populações em tudo aparentadas lutam violentamente pelo domínio de um poço. Em contraste com a abundância do Negro, o Jordão ensinou-me sobre a escassez. Nos anos subsequentes, ouviríamos falar, com insistência cada vez maior, em possíveis guerras pela água.
Muitas águas correram desde então. A consciência ambiental cresceu em proporção geométrica. Mas não houve nenhuma redução consistente da pressão sobre os recursos naturais. E esta precisaria ser drástica para se tornar efetiva. De modo que, hoje, ao lado dos sombrios cenários suscitados pelo aquecimento global, defrontamo-nos com a pergunta sobre se haverá água para todos. A questão - aponta nossa matéria de capa - envolve ao menos quatro variáveis: a poluição dos mananciais, o enorme desperdício durante a transmissão, o consumo excessivo e a desigualdade na apropriação. No Brasil, paraíso das águas, as perdas no abastecimento das grandes cidades alcançam o inacreditável patamar dos 45%. E a apropriação grotescamente desigual desnuda toda a iniquidade de nossa estrutura econômico-social. Recordo-me de uma palestra proferida em meados dos anos 1970 pelo saudoso bispo de Crateús, Ceará, Dom Antônio Fragoso. Com amarga ironia, o valente religioso afirmou, então, que o problema da seca no Nordeste seria facilmente resolvido se a região fosse "virada de cabeça para baixo" e toda a água escondida nos açudes privados dos grandes latifúndios escorresse para um fundo comum. Três décadas depois, a propriedade da água continua tão escandalosamente concentrada quanto a propriedade da terra.
Os apelos genéricos ao consumo responsável - em si mesmos absolutamente válidos e oportunos - tornam-se hipócritas quando omitem esses fatos. Pedem-nos para tomar conta dos pingos das torneiras enquanto, apenas no município de São Paulo, no trajeto entre os mananciais e as residências, são perdidos 1 bilhão de litros por dia, o equivalente a 1 milhão de caixas-d'água! O fato é que está em jogo o futuro. E esse jogo poderá ser ganho sem um empenho multifacetado que vá dá mudança dos hábitos individuais, e até mesmo das motivações mais íntimas, ao enfrentamento coletivo das grandes causas estruturais. É preciso, sim, fechar a torneira. Mas é preciso igualmente questionar os governos e as grandes empresas privadas, que deveriam dar uma destinação mais útil à sua tão propalada "responsabilidade socioambiental". Para tanto, devemos nos inspirar no exemplo de um Gandhi, capaz de tecer o pano da própria roupa enquanto desafiava o maior império do planeta.
Como em outros momentos decisivos da história, a geração mais jovem é chamada a ocupar a linha de frente neste movimento global. Mas onde estão os jovens? Sob que mantos de isolamento acústico abafaram os ruídos de sua buliçosa presença? Distantes das formas clássicas de mobilização consagradas nos embates dos anos 1960, descrentes dos excessos retóricos que hipnotizavam as consciências de então, eles parecem, aos ouvidos desatentos, tragicamente silenciosos e apáticos. Porém uma pesquisa conduzida em seis países sul-americanos, objeto de importante artigo desta edição, mostra que há uma palpitação de vida por baixo de seu aparente silêncio.
Cortázar afirmou, certa vez, que as revoluções e os revolucionários eram demasiado graves e cinzentos para crer em suas próprias promessas de um mundo feliz e sem injustiças. É indispensável acreditar que seremos capazes de insuflar leveza e colorido a este sonho.

Questão 1: Ao ler o seguinte trecho, identifique e sublinhe os adjetivos e circule os advérbios:
"Distantes das formas clássicas de mobilização consagradas nos embates dos anos 1960, descrentes dos excessos retóricos que hipnotizavam as consciências de então, eles parecem, aos ouvidos desatentos, tragicamente silenciosos e apáticos. Porém uma pesquisa conduzida em seis países sul-americanos, objeto de importante artigo desta edição, mostra que há uma palpitação de vida por baixo de seu aparente silêncio."

Clássicas - Consagradas - Descrentes - Excessos - Desatentos - Silenciosos - Apáticos - Conduzida - Sul-americanos - Importante - Aparente.

Questão 2: Classifique os advérbios abaixo, de acordo com sua definição gramatical de sentido:
"o valente religioso afirmou, então, que o problema da seca no Nordeste seria facilmente resolvido se a região fosse "virada de cabeça para baixo" e toda a água escondida nos açudes privados dos grandes latifúndios escorresse para um fundo comum. Três décadas depois, a propriedade da água continua tão escandalosamente concentrada quanto a propriedade da terra. Os apelos genéricos ao consumo responsável - em si mesmos absolutamente válidos e oportunos - tornam-se hipócritas quando omitem esses fatos. Pedem-nos para tomar conta dos
pingos das torneiras enquanto, apenas no município de São Paulo, no trajeto entre os mananciais e as residências, são perdidos 1 bilhão de litros por dia, o equivalente a 1 milhão de caixas-d'água! O fato é que está em jogo o futuro. E esse jogo poderá ser ganho sem um empenho multifacetado que vá dá mudança dos hábitos individuais, e até mesmo das motivações mais íntimas, ao enfrentamento coletivo das grandes causas estruturais. É preciso, sim, fechar a torneira. Mas é preciso igualmente questionar os governos e as grandes empresas privadas, que deveriam dar uma destinação mais útil à sua tão propalada "responsabilidade socioambiental"."

Facilmente, advérbio de modo - Tão, advérbio de intensidade - Absolutamente, advérbio de negação - Mais, advérbio de intensidade - Sim, advérbio de afirmação - Igualmente, advérbio de igualdade


Questão 3: Ao ler os dois textos anteriores, identifique, ao menos, cinco substantivos comuns e cinco próprios.
São Paulo, Cortázar, Nordeste, Gandhi, Antônio - Substantivos próprios// torneira, água, religioso, apelos, caixas-d'água - Substantivos comuns


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Redação Argumentativa - Parte 1


Vamos começar com a Redação!

 

- Para quem pretende ingressar na carreira de concurseiro, é uma regra saber escrever e ler muito bem um texto – aliás, a boa grafia e a comunicação compreensível são imprescindíveis para se ter uma boa relação entre as pessoas, certo? Como aqui trataremos de questões específicas para concursos, decidi começar pelas partes mais eliminatórias e que, nos nossos dias atuais, desvalorizadas e vistas como enfadonhas (chatas, desinteressantes ou mal direcionadas): a leitura de textos e sua escrita, isso inclui analisar o funcionamento e a estrutura de um texto argumentativo. Este tipo textual é cobrado pelas bancas, a fim de testar os candidatos se eles conseguem desenvolver favoráveis argumentos contra ou a favor de alguma proposta ou discussão.

 

- Como exemplo, tomemos uma proposta de redação que tenha o seguinte tema: DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE E POSSÍVEIS SOLUÇÕES PARA O UM FUTURO SUSTENTÁVEL

 

Exploração dos recursos naturais e possíveis soluções para um futuro sustentável

 

            A humanidade, com o desenvolver das sociedades, passou a crescer em tamanho, assim como a exploração do meio ambiente, seja para a sua sobrevivência ou ganância. É notória a destruição da natureza e dos recursos naturais, contudo algumas soluções podem ser essenciais para a preservação dos nossos bens ecológicos: primeiro, economizando o uso de água potável nas famílias e, principalmente nas plantações de gado e commodities; além disso, evitando o desmatamento para moradia ou grandes plantações é de grande função na luta a favor do verde. Soluções sustentáveis, no dia a dia, incluem a prática da reciclagem e do reaproveitamento de materiais, bem como a plantação de árvores e o uso de sistemas de energia mais sustentáveis.

            Os recursos naturais são usados pelas pessoas diariamente, em qualquer parte do mundo, utiliza-se muita energia para manter aparelhos eletrônicos, o uso de energia hidrelétrica é extensivo; a água também é fonte de sobrevivência para qualquer ser vivo, isto inclui os seres humanos e os animais, como o desperdício de líquido potável nas imensas terras de gado, ou em grandes plantações como soja ou arroz. Pesquisas feitas pela Embrapa e a ECOA, apontam que o desmatamento e a exploração dos recursos naturais são causas para a escassez de água nas grandes cidades. Muito além do desperdício das torneiras ligadas excessivamente nas casas, deve-se atentar para os  grandes produtores de terra que deslocam nascentes de rios, bem como desperdiçam água aos excessos por diversos motivos.

            Excesso de lixo, especialmente plástico e materiais eletrônicos descartáveis, são problemas que, caso não solucionados com devida atenção e solução adequada, acarretarão num futuro ecológico desequilibrado – para se ter uma ideia, a poluição está presente nas grandes avenidas e ruas, tendo como o maior exemplo a Baía de Guanabara. A porta de entrada para a cidade do Rio é descarte de muito lixo não reciclado pelas pessoas, além do descaso das autoridades competentes. Sendo assim, é urgente que o consumo humano respeite os bens, assim como reutilizar e reciclar o próprio lixo, de maneira a criar coisas úteis ou não desperdiçar excessivamente pelo supérfluo – como a constante troca de telefones celulares, por modismo, por exemplo. Roupas, sapatos, acessórios ou utensílios cotidianos podem ser feitos com plástico reutilizável. Por fim, a alternativa do uso da energia eólica e solar também afere grande sustentabilidade e preservação.

(Autoria própria)

 

- Como podemos notar, o texto acima se enquadra na tipologia argumentativa por apresentar argumentos que evidenciam a destruição ambiental, por parte dos seres humanos, bem como apresenta resoluções sensatas e empíricas (ou seja, práticas, embasadas em pesquisas) para alguns dos problemas ambientais. Neste último, além de um exemplo de poluição das águas, o autor desenvolve as soluções anteriormente citadas no primeiro parágrafo. Ah, e o texto sublinhado é o título: não se esqueça dele, é um grande “tira-pontos” durante a correção.

 

Vejamos como isso funciona, separando cada parágrafo de acordo com a explicação:

 

A humanidade, com o desenvolver das sociedades, passou a crescer em tamanho, assim como a exploração do meio ambiente, seja para a sua sobrevivência ou ganância. É notória a destruição da natureza e dos recursos naturais, contudo algumas soluções podem ser essenciais para a preservação dos nossos bens ecológicos: primeiro, economizando o uso de água potável nas famílias e, principalmente nas plantações de gado e commodities; além disso, evitando o desmatamento para moradia ou grandes plantações é de grande função na luta a favor do verde. Soluções sustentáveis, no dia a dia, incluem a prática da reciclagem e do reaproveitamento de materiais, bem como a plantação de árvores e o uso de sistemas de energia mais sustentáveis.

 

- Em azul, temos o tópico temático, em que o autor introduz o leitor na causa central para a exploração do meio ambiente (o crescimento da sociedade), afirmando ser real os problemas ambientais. Verde introduz o primeiro argumento, como uma espécie de solução, exemplificando algumas das causas do desperdício de água, o que será bem desenvolvido no segundo parágrafo. A segunda causa-solução está preenchida por rosa; e o prelúdio de soluções (que geralmente são apresentadas e desenvolvidas no decorrer das últimas linhas) são introduzidos nesta primeira parte pela cor amarela.

 

- O desenvolvimento desses argumentos é conduzido pelos parágrafos seguintes, sendo de grande importância o uso de referências (para os dados científicos, evidências), citações, sejam elas de revistas, jornais, matérias lidas e relembradas. Toda e qualquer fonte, não necessariamente direta, mas que te fornece um dado, para te ajudar a melhorar seu texto. Incrementar sua escrita só acontece com boas leituras, consumindo informações necessárias diariamente, de uma maneira sugestiva e espontânea. Abaixo, destrinchando o desenvolvimento, percebemos muitas bases para os argumentos iniciados no parágrafo anterior, cada um destacado em rosa.

 

Os recursos naturais são usados pelas pessoas diariamente, em qualquer parte do mundo, utiliza-se muita energia para manter aparelhos eletrônicos, o uso de energia hidrelétrica é extensivo; a água também é fonte de sobrevivência para qualquer ser vivo, isto inclui os seres humanos e os animais, como o desperdício de líquido potável nas imensas terras de gado, ou em grandes plantações como soja ou arroz. Pesquisas feitas pela Embrapa e a ECOA, apontam que o desmatamento e a exploração dos recursos naturais são causas para a escassez de água nas grandes cidades. Muito além do desperdício das torneiras ligadas excessivamente nas casas, deve-se atentar para os grandes produtores de terra que deslocam nascentes de rios, bem como desperdiçam água aos excessos por diversos motivos.

            Além disso, o excesso de lixo, especialmente plástico e materiais eletrônicos descartáveis, são problemas que, caso não solucionados com devida atenção e solução adequada, acarretarão num futuro ecológico desequilibrado – para se ter uma ideia, a poluição está presente nas grandes avenidas e ruas, tendo como o maior exemplo a Baía de Guanabara. A porta de entrada para a cidade do Rio é descarte de muito lixo não reciclado pelas pessoas, além do descaso das autoridades competentes.

 

- Soluções são pedidas nas problemáticas apresentadas nas bancas de concursos, valem ponto e destacam uma redação completa e merecedora de pontos. No trecho abaixo, as últimas linhas do parágrafo final apresentam cada uma delas, destacadas em amarelo:

 

Sendo assim, é urgente que o consumo humano respeite os bens, assim como reutilizar e reciclar o próprio lixo, de maneira a criar coisas úteis ou não desperdiçar excessivamente pelo supérfluo – como a constante troca de telefones celulares, por modismo, por exemplo. Roupas, sapatos, acessórios ou utensílios cotidianos podem ser feitos com plástico reutilizável. Por fim, a alternativa do uso da energia eólica e solar também afere grande sustentabilidade e preservação.

 

Saudações e mensagens

    Saudações honestas,    


    Bem, para quem não me conhece, sou Matheus Luis Moura Ferreira, professor de Língua Portuguesa, formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Além disso, sou escritor e busco minha segunda graduação em Língua Inglesa, pela mesma instituição. Publiquei meu livro, no ano passado, com nome de As histórias de nós, gatos pela Amazon, está disponível por um preço acessível e, quem tem kindle unlimited consegue ler gratuitamente. Ou, se preferir, posso enviar gratuitamente, me envie um e-mail: mathlumofeip@gmail.com

    Neste blog pretendo fazer publicações com questões, dicas, explicações e muito conteúdo, em Língua Portuguesa, Inglesa e também Espanhola, seja para concursos ou para o dia a dia.

    Espero ser útil e que curtam cada postagem.



(Lerritraot: até breve, em hebraico) להתראות